terça-feira, 15 de junho de 2010

impossível , talvez .


Ela era nova, inexperiente, boba. Ele, apesar de jovem, via o mundo de uma maneira totalmente diferente, de um jeito maduro, concreto e real. Ela buscava ver beleza em todos os lugares, enquanto ele  encarava a verdade nua e crua. Ele sofria por sentir na pele todos os problemas que lhe cercavam, e ah, eram tantos. Ela sorria sempre, e sofria de um jeito diferente, pois tentava passar para todos uma imagem constante, talvez por medo  de desmoronar seu mundo. Eram totalmente opostos, em tudo. Na personalidade, principalmente. A garota sabia que ele a amava, de um jeito tão profundo e sincero, mas vivia duvidando disso. Tinha necessidade de confirmação, guardava com ela um ciúmes que corroía seu coração. Ele , por sua vez , sabia compartilhar amor, e era bem mais compreensivo. Se tinha ciúmes  em algum momento, não demonstrava, e se irritava bastante com aquele vindo da menina. Discutiam, e se entendiam. Se magoavam, se perdoavam, eles realmente se amavam. Um amor tão frágil, que era o responsável por lágrimas bastante frequentes. Mas eles eram felizes, eram sim. Se completavam com as diferenças, e descobriam qualidades que muitos não viam. E apesar de todos os problemas, eles precisavam ficar juntos, pois a vida de um, de certa forma, dependia da do outro. Como ponteiros num relógio, ajustados e sempre batendo juntos, se encontrando poucas vezes no dia, mas fazendo o tempo deles, cada um do seu jeito, cada um no seu momento. Um amor que duraria por muito temp , enquanto ambos acreditassem nele.

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