segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

365.


 Faz um ano que já não é possível mais te ver com tanta frequência e 'matar a saudade' apenas pegando um ônibus, aproveitando uma folga do colégio, saindo pra tomar um sorvete ou pra ver um filme. Não é tão fácil pensar na possibilidade de não poder mais desabafar ou procurar soluções depois de alguns instantes de conversa olho no olho. Mais complicado ainda é saber que isso só tem acontecido por telefone, quando acontece. São 12 meses distintos. Alguns passaram vagarosamente e me fizeram pensar que o tempo não pode curar tudo. Outros, por outro lado, mal permitiram ser percebidos pois voaram com a possibilidade de que no próximo poderia vê-lo. É fato dizer que todo esse tempo só adquiriu esses significados pois você, de uma maneira ou de outra, sempre se fez presente neles.
  Cheguei a acreditar que a saudade diminuiria depois de tanto tempo, ou sendo otimista, apareceria poucas vezes. Mas o fato é que ela é imprevisível a ponto de literalmente surgir quando ela quer e desaparecer no mesmo ritmo. Apesar de um pouco mais 'preparada' ainda não aprendi a lidar com ela, e pelo jeito, nem ela comigo.
  Um pedaço de você ficou quando se foi, e garanto que alguns te acompanharam. Não preciso de muitas linhas pra lembrar-te do quão especial és, e da falta que ainda faz. Todos os dias. Não encare hoje como uma data com alguma importância singular no calendário ou algo do tipo, apenas a veja como o fim de um ciclo ou até mesmo a esperança de um ano melhor. Porque Dezembro deve ser um mês de novos planos e ideias pro futuro, e pode ter certeza de que você faz parte de grande parte deles.
  Se cuida, e até breve, amigo.

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